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Mostrando postagens com o rótulo Computação

O Apanhador no Campo da Computação em Nuvem

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J.D. Salinger era como um unicórnio no reino dos autores — uma raça rara, quase mítica, raramente vista na natureza. Ele entrou em cena com seu romance icônico “O Apanhador no Campo de Centeio”, que se tornou um clássico instantâneo, cativando os leitores com as aventuras angustiantes de Holden Caulfield. O livro conta a história do típico garoto legal do quarteirão, desfilando com sua jaqueta de couro e óculos escuros, estabelecendo o padrão para todos os protagonistas adolescentes rebeldes e angustiados que viriam. Holden Caulfield, nosso narrador destemido, era o rei das peculiaridades relacionáveis ​​e sarcasmo adolescente. Ele era puro coração enquanto viajava por um turbilhão de emoções. Desde sentir-se cercado por pessoas “falsas” até navegar nas águas traiçoeiras do crescimento, a jornada de Holden foi uma montanha-russa de emoções! A melhor parte? Salinger quebrou todas as regras! Quem precisa de uma estrutura de enredo típica quando você pode ter uma narrativa dirigida por pe...

Cloud Native Landscape: relevância e impacto na trilha de Arquitetura de Software Nativa na Nuvem

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 A arquitetura de software nativa na nuvem não é apenas sobre tecnologias ou ferramentas específicas, mas sim sobre um ecossistema completo de práticas, disciplinas e conceitos que formam o que hoje conhecemos como Cloud Native Landscape. Esse vasto conjunto de conhecimentos e tecnologias é o alicerce para profissionais que desejam construir uma carreira sólida como arquitetos de software na nuvem. Como professor na  CESAR School , lecionando disciplinas como Fundamentos de Computação em Nuvem e Arquitetura de Software Nativa na Nuvem, observo diariamente como esse ecossistema está em constante evolução. A cada semestre, surgem novas tecnologias, conceitos são refinados, e o mercado se transforma rapidamente, exigindo que os profissionais sejam não apenas adaptáveis, mas também proativos em sua busca por atualização. O que é o Cloud Native Landscape? O Cloud Native Landscape pode ser entendido como um mapa abrangente que organiza e conecta diferentes tecnologias, práticas e fe...

Dual Track: A Jornada da descoberta e entrega no desenvolvimento de produtos

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 Como compartilhei aqui [ Gestão de Produtos: Equilibrando o Possível, Viável e Desejável ], sigo na minha cruzada pelos novos caminhos do aprendizado e da experiência, agora com um maior foco no desenvolvimento de produtos. E nesta jornada, além de muita prática, com a realidade do nosso dia a dia na  Valcann , tenho também buscado me aprofundar na fundamentação teórica do tema, no que está por trás de cada uma das práticas, ferramentas e conceitos dessa disciplina. Posso dizer que o desenvolvimento de produtos é como uma grande aventura cheia de perguntas. E nesta aventura, se eu pudesse sugerir um mapa, um norteador deste processo, elegeria o Dual Track. O Dual Track é uma abordagem de desenvolvimento de produtos que trata os processos de Discovery e Delivery como atividades paralelas, porém complementares. No modelo tradicional de desenvolvimento, é comum que se faça uma fase de planejamento inicial (Discovery) para, depois, iniciar o desenvolvimento (Delivery). Já no Dual...

Gestão de Produtos: Equilibrando o Possível, Viável e Desejável

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Visão geral Depois de quase 22 anos de carreira atuando majoritariamente em times de tecnologia e engenharia, estou passando por uma fase super empolgante, mas igualmente desafiadora: estou trabalhando, juntamente com nosso time, para transformar a nossa empresa, que é focada principalmente em serviços, a também sermos uma empresa de produtos. Isso significa que, além de continuar oferecendo serviços de consultoria em Computação em Nuvem, estamos trabalhando em desenvolver nossos próprios produtos e levá-los ao mercado. Naturalmente, essa mudança não é trivial. Estamos lidando com a tarefa de criar um novo modelo de negócios, ajustarmos a mentalidade da equipe, que está acostumada com o modelo de serviços, para começar a pensar como desenvolvedores de produtos. Isso envolve novas formas de trabalhar, mais colaboração e muita experimentação para criar algo que realmente faça diferença para nossos clientes. Esse tipo de desafio é bem comum para empresas que, como a Valcann, buscam divers...

Engenharia de Confiabilidade de Sistemas e Observabilidade: conceitos e estudos de caso

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Introdução Nos dias atuais, empresas dependem cada vez mais de sistemas digitais complexos e distribuídos para conduzir suas operações e entregar valor aos clientes. A confiabilidade desses sistemas é essencial não apenas para evitar interrupções de serviço, mas também para construir relações de confiança com os usuários. A Engenharia de Confiabilidade de Sistemas (SRE) surge como uma abordagem que combina princípios de engenharia de software com operações de TI, focando em manter sistemas funcionais e resilientes mesmo sob condições adversas [1]. Complementar a essa disciplina, a Observabilidade oferece os meios necessários para compreender o estado interno de sistemas através de seus dados de saída. Ela permite identificar problemas de forma proativa, reduzindo o tempo de resposta e promovendo um diagnóstico eficaz. Observabilidade, no contexto de engenharia, é fundamentada nos três pilares principais: métricas, logs e rastreamento [2]. Este artigo tem como objetivo explorar os princ...

Microsserviços: quando e por onde começar

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Visão geral Com o advento da computação em nuvem, conceitos e abordagens arquiteturais de software até então consideradas “estado da arte”, passaram a se tornar padrões fundamentais em projetos de software. Isso porque mais do que simplesmente entregar aplicações como serviço, o que até então tínhamos como requisitos não funcionais tornaram-se premissas básicas na arquitetura de software. Características como elasticidade, adaptabilidade e portabilidade fazem parte deste contexto. Arquiteturas cliente/servidor foram por muito tempo mais do que um modelo arquitetural. Tratava-se do “padrão viável” ante as possibilidades de infraestrutura. O propósito deste artigo (em duas partes) é analisar a arquitetura de software baseada em microsserviços e como tem se dado o roadmap para planejar, desenhar e implementar microsserviços. Motivação: em que momento os microsserviços fazem sentido? A primeira pergunta que fazem normalmente é: qual o momento em que você percebe que sua aplicação monolític...